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domingo, 9 de novembro de 2025

Comunicado do Centro Palestino para a Defesa dos Direitos dos Prisioneiros.

Comunicado do Centro Palestino para a Defesa dos Direitos dos Prisioneiros:

A superlotação nas celas das prisões sionistas é uma política deliberada à qual a ocupação recorre como forma de repressão, colocando na mesma cela o dobro de prisioneiros do que ela pode conter.

Os prisioneiros são constantemente assediados, sem possibilidade de privacidade e vida íntima, especialmente por meio de câmeras de vigilância que transmitem o som e a imagem das celas aos guardas.

O tempo de passeio foi reduzido para 15 minutos a cada dois dias, o que significa 7 minutos por dia, e às vezes os prisioneiros são privados disso de forma totalmente arbitrária.

A água é cortada nas celas e em todas as seções por longas horas, privando os prisioneiros, especialmente nas prisões localizadas no Naqab, do uso da água.

Em diferentes prisões, a administração penitenciária sionista proíbe os prisioneiros de usar o Alcorão e proíbe sua leitura nas celas e seções.

As rações diárias de comida fornecidas aos prisioneiros foram novamente reduzidas, o que obriga os prisioneiros a juntar o que conseguem durante o dia para consumir após a chamada para a oração do Magrebe, numa tentativa de se saciar.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Samidoun: Solidariedade com Omar Alsoumi, porta-voz da Urgence Palestine e ativista palestino colocado sob custódia policial e revistado por acusações de defesa do terrorismo


Rede de Solidariedade dos Prisioneiros Palestinos Samidoun:

Solidariedade com Omar Alsoumi, porta-voz da Urgence Palestine e ativista palestino colocado sob custódia policial e revistado por acusações de defesa do terrorismo!

5 de novembro de 2025


Esta manhã, às 6h, a polícia nacional revistou a casa da família de Omar Alsoumi, um dos porta-vozes de Urgence Palestine (Emergência Palestina) e ativista na diáspora palestina. Esta busca violenta e a sua detenção, ocorridas de manhã cedo perante a sua esposa e filhos, fazem parte de uma política repressiva mais global do movimento de solidariedade com o povo palestino e a sua resistência, e de ataque às vozes dos refugiados e palestinos no exílio pelo governo francês e pelos seus aliados imperialistas na Europa e na América do Norte e os estados árabes reacionários e normalizadores.

Durante mais de seis meses, os bens de Omar Alsoumi foram congelados pelo Estado francês, na repressão da sua luta e da levada a cabo por todos os seus camaradas da Urgence Palestine (Emergência Palestina), contra o genocídio, o colonialismo e a limpeza étnica na Palestina. Esta vergonhosa implacabilidade é mais uma prova da participação directa do Estado francês no genocídio em curso em Gaza e no projecto colonial sionista na Palestina.

Após as tentativas de dissolver a Urgence Palestine, a dissolução do Collectif Palestine Vaincra (Coletivo Vaincra Palestino), a repressão do movimento estudantil pela Palestina, as proibições de manifestações, reuniões e eventos contra o genocídio em curso em Gaza, as buscas, custódia policial e julgamento de ativistas acusados de defender o terrorismo, hoje ele é um dos porta-vozes de uma das maiores organizações de apoio à Palestina na França que está sendo alvo hoje.

Esta repressão soma-se à que está em curso noutros países europeus, incluindo a Bélgica, onde pelo menos 4 refugiados palestinianos de Gaza estão actualmente detidos num centro fechado pelo seu papel nas mobilizações contra o genocídio e no apoio à resistência do seu povo. Anas Siam, outro refugiado palestino encarcerado com eles, foi deportado da Bélgica para a Grécia em 10 de outubro. Em 7 de outubro de 2025, Mahmoud Farajallah, um refugiado palestino de Gaza, suicidou-se no centro fechado 127bis onde estava detido há 3 meses, logo após o martírio de sua mãe em Gaza, que soube enquanto estava encarcerado. Mohammed Khatib, coordenador europeu de Samidoun, refugiado palestino do Líbano,ele é alvo de um procedimento para retirar seu título de refugiado realizado pelo governo belga em retaliação ao seu ativismo de longa data em apoio aos prisioneiros e à resistência palestina.

Em Itália, Anan Yaeesh, um refugiado palestiniano de Tulkarem, está encarcerado desde Janeiro de 2024, sob acusações sionistas, e dois outros refugiados palestinianos, Ali e Mansour, também estão a ser processados no mesmo caso ao abrigo do artigo 270bis do código penal, utilizado para criminalizar qualquer forma de compromisso coletivo.

Nos EUA, os dois ativistas comunitários da Fundação Terra Santa, Ghassan Elashi e Shukri Abu Baker, estão encarcerados desde 2008 e condenados a 60 anos de prisão. Tarek Bazrouk, um estudante palestino de 20 anos, está preso desde 7 de maio de 2025 por seu compromisso contra o genocídio em curso em Gaza e, em particular, por sua participação em manifestações em Nova York.

No Reino Unido, 24 pessoas estão encarceradas sob acusações relacionadas com uma acção de sabotagem levada a cabo pela Palestine Action (Acção Palestina) numa fábrica do fabricante de armas sionista Elbit Systems, onde foram causados danos de milhões de libras esterlinas ao equipamento presente no local. Pelo menos três deles estão atualmente em greve de fome para protestar contra diversas medidas repressivas contra prisioneiros e a designação da Palestine Action (Ação Palestina) como uma organização terrorista pelo governo britânico.

Na França, Ali, um refugiado palestino do campo de Balata, em Nablus, está preso sob acusações sionistas desde maio de 2024. Tal como aconteceu com Omar Alsoumi, a polícia francesa preferiu realizar uma busca violenta na casa da família de Ali, traumatizando os seus filhos pequenos e a mãe, quando uma simples intimação à esquadra teria sido suficiente.

Poderíamos continuar a expandir a lista e acrescentar os nomes dos muitos refugiados e palestinianos no exílio, e dos activistas internacionalistas, que foram alvo desta repressão, na Alemanha, França, Bélgica, EUA, Itália, no Reino Unido, Espanha, Grécia, Países Baixos, etc.

Perante esta repressão brutal do movimento de solidariedade com o povo palestiniano e da sua resistência, contra o genocídio em curso e a colonização de toda a Palestina, do Mar ao Jordão: solidariedade para com Omar Alsoumi e todos os reprimidos! Apoiar a Palestina não é crime! Não à criminalização dos palestinos no exílio!

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Declaração do Comitê das Famílias dos Prisioneiros Políticos na Cisjordânia.


Nota da redação: esta é uma declaração do Comitê das Famílias dos Prisioneiros Políticos na Cisjordânia condenando as detenções realizadas pela AP (Autoridade Nacional Palestina) de diversas pessoas  inclusive algumas que tem sido liberadas no acordo de intercâmbio de prisioneiros com o estado colonial sionista. A Autoridade "Nacional Palestina" é um organismo colaboracionista com a colonização da Palestina.


Declaração do Comitê das Famílias dos Prisioneiros Políticos na Cisjordânia.

O Comitê das Famílias dos Prisioneiros Políticos expressa sua veemente condenação às campanhas de prisões e processos conduzidos pelas forças de segurança da Autoridade Palestina nas diversas províncias da Cisjordânia ocupada, que recentemente visaram vários prisioneiros libertados e ativistas. O comitê afirma que essas práticas constituem uma violação flagrante das leis palestinas, bem como dos direitos e liberdades públicas garantidos pela lei fundamental.

O comitê acompanha com grande preocupação o que aconteceu com o prisioneiro libertado Musab Qawzah, da cidade de Tulkarem, cuja detenção foi prorrogada por quinze dias pelos tribunais da AP apesar de sua recente libertação no âmbito da última troca de prisioneiros, e apesar de suas doenças relacionadas à sua prisão e sua incapacidade de ficar em pé, responsabilizando plenamente a AP por sua vida e saúde.

As prisões também envolveram o prisioneiro libertado e jornalista Fathi Atkidik, de Hebron, o libertado Ibrahim Al-Battat, que foi preso após ter sido agredido em frente à casa da família de sua esposa, o professor Thamer Sba'na, de Jenin, assim como o prisioneiro libertado Ahmed Abu Ghadib (57 anos), cuja detenção foi prorrogada após ter sido agredido durante sua prisão, além dos dois jovens Ahmed Alaa Bani Ouda e Anad Al-Turkman, que foram severamente espancados durante sua prisão.

No mesmo contexto, o comitê condena firmemente as campanhas de prisões que ocorreram em Tamoun, no distrito de Tubas, e em Na'lin, a oeste de Ramallah, que aconteceram após a exibição de bandeiras do movimento de resistência islâmica, Hamas, em celebração à troca de prisioneiros. O comitê afirma que essa campanha constitui uma violação flagrante da liberdade de opinião, expressão e filiação política, e que ela se alinha de forma inaceitável com as práticas da ocupação que já havia invadido a cidade e confiscado as bandeiras depois que os jovens as levantaram, para que a campanha de prisões conduzida pelas autoridades venha a seguir essa política de repressão contra o povo palestino, em vez de protegê-lo e apoiar sua resiliência.

O Comitê das Famílias dos Prisioneiros Políticos afirma que a continuação dessas práticas prejudica o tecido nacional e social, e mina o espírito de unidade que nosso povo aspira nesta fase sensível. O comitê exige a imediata cessação de todas as prisões políticas, a libertação de todos os detidos por razões de opinião ou filiação faccional, e convoca as instituições de direitos humanos a assumirem suas responsabilidades legais e humanitárias, a monitorar essas violações e a pressionar as autoridades para encerrar o caso das prisões políticas.


Comitê das Famílias dos Prisioneiros Políticos na Cisjordânia.
22 de outubro de 2025.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Luta de classes mundial 1. Oriente próximo e o colonialismo da OTAN.

Luita de classes mundial

1. Oriente próximo e o colonialismo da OTAN

Introduçom: Israel é um aparelho colonizador dos Estados Unidos e dos seus aliados da OTAN.

Se em algumha parte do mundo topamos com um processo de colonizaçom clássico esse lugar é Palestina. Na Palestina existe o enfrentamento entre os colonizadores (os israelenses) e os indígenas (a populaçom palestiniana) igual que os dos séculos passados. A expulsom dos indígenas das suas terras e vivendas que som ocupadas por colonos, a descriminaçom legal dos indígenas, o apartheid, a criaçom de “reservas” (Batustans) para indígenas, a limpeza étnica (desterro) e o genocídio, som todas práticas que caracterizam o colonialismo.

Como sabemos o colonialismo é um processo de substituiçom da populaçom autóctone por colonos, umhas pessoas de famílias de origem europeia (ainda que em alguns casos estas famílias levem décadas na América).

Umha vez que entendemos isto, fica claro que Palestina é a maior colônia existente na atualidade (ainda que nom é a única). Tamém fica claro que a única postura justa sobre Israel é exigir a total descolonizaçom da Palestina e a substituiçom do Estado de Israel por um estado palestiniano independente.

Outra cousa que demonstra o presente histórico da Palestina é que Galiza e os demais povos da Europa que sofrem opressom nacional nom som umha colônia. Simplesmente nom existem colônias na Europa. O que existe na Europa som países do centro imperialista que sofrem opressom nacional, mas isto é algo muito diferente de ser umha colônia.

Realmente tanto o sionismo “judaico”, igual que o sionismo “cristiano” de algumhas igrejas evangélicas, o fascismo (tanto cristiano, como pagano, como o admirador do nazismo, ou o fascismo indutva) e o salafismo takfiri, som todos eles instrumentos das potências imperialistas, dos estados burgueses do centro imperialista e em certos casos de algumhas potências regionais de países atrasados como a Índia, Arabia Saudita, Qatar, etc, etc. Nom se trata de guerras religiosas de ningum tipo. Aqui a religiom e o nacionalismo som os instrumentos da burguesia. A CIA e outros serviços terroristas de espionagem criam, armam e utilizam estas pessoas como mercenários e terroristas, para desta maneira conseguir os seus objetivos políticos. O sionismo e o salafismo em Oriente Próximo servem ao seu amo, a burguesia dos Estados Unidos. Naturalmente todos os serviços de espionagem dos países do centro imperialista tentam imitar a CIA e utilizar estas organizaçons terroristas.

Estes últimos anos assistimos a dous fenómenos importantes. O primeiro é o descrédito dos meios de comunicaçom da burguesia do centro imperialista. O segundo fenômeno é o acesso a informaçons de meios de comunicaçom libaneses, palestinos, iemenitas e dos jornalistas palestinos de Gaza, etc. O proletariado mais avançado da Europa, de América e do mundo, busca informaçom para poder tomar umha postura justa sobre a situaçom dos países que sofrem o colonialismo, os ataques dos grupos internacionais de salafistas takfiris, as mobilizaçons contra os governos fantoches das semi-colónias em África, a guerra da Ucrânia, as guerras populares, etc. Frente a este fenómeno notável os estados burgueses da Europa buscam formas de censurar as vias de comunicaçom dos povos oprimidos, dos movimentos revolucionários e tamém dos seus competidores russos.

Depois de entender tudo isto, podemos estudar mais particularmente o que está a passar em oriente próximo na Palestina, no Líbano, na Síria e no Iêmen.

Palestina.

A situaçom de Palestina é realmente dramática. O valente povo palestino leva polo menos desde 1948 sendo vítima de um processo de colonizaçom genocida sionista, mas já antes desta data sufriam o colonialismo británico.

Em Gaza temos um genocídio transmitido em direto. A barbárie colonial estende-se polo Líbano, por Síria, etc. Mas ao mesmo tempo, Gaza é o exemplo de que as guerras de libertaçom nacional e as guerras populares som invencíveis. Em um pequeno território como é Gaza, um exército do povo, criado polo povo e fusionado com as grandes massas é impossível de vencer enquanto nom seja exterminada toda a populaçom. A tecnologia, o poder de fogo empregado de forma criminal contra populaçom civil, nom pode acabar com Hamas, nem com a FPLP e demais organizaçons do Movimento de Libertaçom Nacional. De nada serve a tecnologia e o poder de fogo enquanto as grandes massas sigam desejando destruir os inimigos do povo e da humanidade. A guerra do povo (guerras de libertaçom nacional e guerras populares), ou como lhe chamam os militares burgueses “guerras assimétricas”, vencem aos exércitos regulares tanto em Palestina como no Líbano, igual que ganhárom na China, igual que no Vietnam e em Cuba, igual que ganhárom em Argélia, no 2006 no Líbano, igual que em Angola, em Moçambique, nas guerras de independência de latinoamérica e no levantamento dos escravos de Haiti. As massas mobilizadas, armadas, e que sabem que realmente combatem polo seu povo, som invencíveis. A história demonstra que numha guerra justa podem dar-se derrotas em certas batalhas mas que só as debilidades internas, som as únicas que podem provocar a divisom entre as grandes massas que sustinham as forças populares, e que isto pode levar à derrota da luita contra o colonialismo e pola revoluçom, como sucedeu na Kampuchea. Realmente, o imperialismo é um tigre de papel. Um tigre que pode matar nom se sabe se as 47.000 pessoas que contabilizam os serviços médicos em Gaza, ou as mais de 100.000 que calculam em algum estudo sobre as massacres de Gaza. Quando se trata de umha guerra industrial como a guerra proxy entre a Otan e Rússia, o poder de fogo, o número de efetivos, e a capacidade de produçom armamentista, som os fatores mais determinantes na carnificina. Mas, quando de um lado há um povo em armas, quando as crianças crescem admirando o exército do povo, quando estas crianças tenham a idade de combater a sorte do inimigo será a sua destruiçom.

Na colonizaçom da Palestina o fator externo que ataca a todas as classes sociais, borra as diferenças de classe, borra as contradiçons sociais. Entre os refugiados que vivem em tendas de campanha há pessoas palestinas de qualquer classe social, porque o colonialismo é um fator externo à própria sociedade e porque o colonialismo nom é “conservador”, nom deseja manter os costumes reacionárias dumha sociedade, nem tampouco manter os privilégios dumhas pessoas, senom que o que busca é criar novos costumes e novos privilégios. Desta maneira podemos dizer que numha colónia a própria pequena burguesia, a mediana burguesia e outra burguesia nom tam mediana, estám todas objetivamente interessadas na independência. Mas numha colónia pode-se dar o caso que certo setor que ocupa postos na administraçom, no exército, que está sendo subornado, que é a polícia dos indígenas, se sinta cómoda como está e incluso, que num momento no que a guerra de libertaçom nacional os pilha perto se situem ao serviço do colonialismo como autênticos inimigos do povo. Na Palestina, estamos assistindo a isto mesmo por parte da Autoridade Nacional Palestina. Umha autoridade palestina que combate com as armas ao Movimento de Libertaçom Nacional, como sucedeu em Jenin e outras localidades. Ou que retira as ajudas económicas para as familias dos mártires, dos prisioneiros, dos enfermos e mutilados depois de passar pola prisom e tortura sionista. Umha Autoridade Nacional Palestina que é umha força sipaia.

Realmente a Autoridade Palestina leva muitos anos em um processo de transformaçom em umha eficaz força sipaia. Esta mesma autoridade no passado chegou a vetar a libertaçom de prisioneiros como foi o caso de Marwan Barghouti. Um militante do mesmo partido Fatah do que formam parte os dirigentes da corrupta Autoridade Palestina. Marwan é um homem honesto mui amado polo povo palestino de Cisjordânia que nom se ia deixar sobornar pola Autoridade Palestina. Ele foi um importante dirigente durante a primeira e a segunda intifada e foi preso no ano 2002. Foi acusado de terrorismo e sentenciado a cinco penas de prisom perpétua. No intercâmbio do soldado sionista Gila Shalit e prisioneiros palestinos, Hamas exigiu a libertaçom de Barghouti mas a Autoridade Palestina vetou este intercâmbio que levou a liberdade de muitos outros prisioneiros, entre eles a libertaçom de Yahya Sinwar. Em sondagens feitas na Cisjordânia, um 60 por cento dos palestinianos votaria por Barghouti para presidente da Autoridade Palestina.

As similitudes entre a figura de Marwan Barghouti e a figura do mártir Yahya Sinwar de Hamas som importantes. Os dous encarnam combatentes palestinos que sofrem a prisom sionista, que som amados polo povo e que som incorruptíveis. A Autoridade Palestina e Fatah enfrentam umha situaçom parecida à de Hamas com Sinwar. Umha pessoa que seria muito útil como figura decorativa mas que ao ser incorruptível nom é possível utilizá-lo. Umha figura que se é expulso do partido levará com ele a umha boa parte da sua base social. Umha figura que se é marginalizada dentro do partido acabará ganhando qualquer processo democrático interno. Definitivamente Barghouti é o Sinwar de Fatah.

Realmente o mais adequado seria evitar a guerra interna com a Autoridade Palestina quando o inimigo externo (as forças coloniais), atacam, invadem e colonizam Palestina.

Diante desta situaçom nós desde aqui nom podemos dar crédito às mentiras dos representantes da Autoridade Palestina. Devemos tentar denunciar a Autoridade Palestina entre o movimento internacionalista de solidariedade com a Palestina.

Em este mesmo mês de Fevereiro, em umhas declaraçons para o Canal 12 israelense o novo Chefe do exército israelense (depois da renúncia do seu predecessor), o General Eyal Zamir, afirmou que em Israel há “5942 famílias em luto”, umha expressom reservada para familiares de militares mortos em combate. Tamém afirmou que os serviços médicos admitiram em reabilitaçom a mais de 15.000 militares por problemas físicos ou psíquicos. Com 6000 mortos esta seria a segunda guerra com mais mortos israelenses depois do que eles chamam “a Guerra de Independência” em 1948. Ademais, o número de suicídios de militares tamém aumentou. Isto danos umha perspetiva da debilidade de Israel acostumado a fazer bombardeamentos aéreos que nom ponhem em perigo os seus efetivos, mas que agora topa-se com uns inimigos dispostos a sacrificar as suas vidas polo povo, mostrando as debilidades do estado colonial.

O povo libanês e Hezbolah, o povo iemenita e Ansarolah, tenhem demonstrado o seu heroísmo ao se enfrentarem ao colonialismo Estadunidense. Ainda que nom imos entrar agora a contar os grandes méritos destes povos, temos que mostrar a nossa mais funda admiraçom e a necessidade de reconhecer os seus méritos dentro do movimento anticolonialista e internacionalista de apoio à descolonizaçom da Palestina.

O genocídio de Gaza demonstrou que os meios de comunicaçom europeus som os legitimadores dos crimes de guerra, igual que som os legitimadores da repressom contra os setores politicamente mais avançados do proletariado da Galiza, de Catalunha, de Euskal Herria, de Espanha, de Portugal e de qualquer outro povo. A imprensa é um instrumento necessário da ditadura da burguesia.

Este ano 2025 será importante para o futuro da Palestina e desde Europa devemos fazer um trabalho útil de apoio estratégico ao Movimento de Libertaçom Palestino. Devemos superar este oceano de confusom no que vivemos nas nossas sociedades. As iniciativas que reclamam a descolonizaçom da Palestina som umha prioridade estratégica.

A frágil trégua em Gaza pode ser rota em qualquer momento. O Estado colonial sionista leva violado a trégua de Gaza e do Líbano miles de vezes. Ademais a trégua de Gaza vai acompanhada de um grande aumento dos ataques contra a populaçom da Cisjordânia com um nível de desplazados que é o maior desde 1967. Esta trégua nom nos deve levar a umha desmobilizaçom. Estamos em um ponto crítico da colonizaçom do Oriente Próximo.

Estar informados e diferenciar entre um discurso humanitário lógico de certos setores e a necessidade de denunciar a colonizaçom de Palestina. A prioridade de deixar claro que um estado dos colonos e um estado dos indígenas é outra maneira de seguir com o genocídio, tem que ser a nossa guia. Desde aqui é necessário seguir atentos aos acontecimentos no apoio ao Movimento de Libertaçom Nacional da Palestina. Temos que denunciar e fazer pressom para que a Autoridade Palestina nom consiga arrastar umha parte da massas da Palestina. Quando a Autoridade Palestina tiver que optar claramente entre apoiar (ainda que só seja “humanitariamente”), ao seu povo, ou enfrentar-se ao povo como um sipaio sacando-se a máscara e ficando à vista das massas o que som. Esse será o ponto de inflexom. Sem dúvida que este ano é muito importante para o futuro da Palestina e da Autoridade Palestina. Nós devemos estar atentos como mudam as cousas e avançam os acontecimentos, porque esta é umha parte importante do apoio ao Movimento de Libertaçom Nacional da Palestina. Temos que apoiar prioritariamente as diferentes iniciativas enmarcadas em estes parâmetros.

Pola descolonizaçom da Palestina!

Galiza Vermelha.

A Descolonização de Palestina.

A descolonizaçom da Palestina

Ao contrário do que se afirma muitas vezes nos jornais e demais mídia, na Palestina nom há umha guerra entre religions nem tampou se trata dumha guerra entre dous países. Em Palestina e no Líbano estamos vendo um processo de colonizaçom. A colonizaçom da Palestina é (como todas as colonizaçons), o processo de substituiçom da populaçom indígena por uns colonos de origem europeia ou pessoas americanas mas que os seus antepassados eram europeios. A descriminaçom dos indígenas na legislaçom, os crimes contra os indígenas por parte dos setores mais agressivos e organizados em grupos paramilitares ou, a criaçom de guetos e reservas para indígenas; som todas características comuns em qualquer colonizaçom.

O povo palestiniano nas atuais circunstâncias só lhe queda a opçom da guerra de libertaçom nacional. E resulta que como sabemos as pessoas comunistas, quando se trata dumha colônia todas as classes sociais estám objetivamente interessados na independência nacional. Os únicos que nom estam objetivamente interessados na libertaçom nacional dumha colônia som os setores da burguesia “burocrático compradora”  porque nestes casos, os seus privilégios dependem de postos no aparelho administrativo colaboracionista com o opressor ou tamém, porque som setores que se adicam a monopolizar mediante a corrupçom a importaçom e exportaçom de produtos para os “indígenas”. Estes setores colaboracionistas com o colonialismo na Palestina formam a Autoridade Nacional Palestiniana.

A sociedade palestiniana está-se a enfrentar a um processo de colonizaçom. Esta é umha realidade objetiva na que um fator externo (o colono, o militar do Estado sionista, a polícia), som o instrumento da colonizaçom dos Estados Unidos da América e dos seus aliados OTAN-UE. O sionismo nom só é um instrumento do Estado Colonial de Israel. O sionismo é o instrumento de colonizaçom de certos setores da burguesia dos países da OTAN e UE. Esta realidade social é a que nos obriga a reclamar a descolonizaçom da Palestina. Por isto mesmo, nom tem sentido falar de dous estados. Falar de um estado para o colono e um estado para o indígena é contribuir no processo de criaçom de “reservas índias” nas que fechar a todos os indígenas que nom som usados como operários polos colonos.

Frente a aparência de que o sionismo é um lobby que domina a política estadunidense, está a realidade de que os políticos, os jornais, a mídia, o movimento sionista e a administraçom das colônias (na Palestina ocupada é o Estado de Israel e nas “reservas indígenas” a Autoridade Nacional Palestina); todos estes nom som mais que serventes da burguesia estadunidense e em menor medida, tamém som serventes da burguesia dos aliados dos Estados Unidos.

Se atualmente no mundo temos um caso claro de colonizaçom dum povo a grande escala esse é Palestina. Ademais o desejo da OTAN seria a colonizaçom do Líbano e de toda costa mediterrânea entre Egito e Turquia (Palestina, Líbano e a costa Síria).

Na Palestina podemos ver como os guerrilheiros populares combatem ao Estado sionista. Estes guerrilheiros pertencem a organizaçons como FPLP, Hamas, Jihad Islâmica Palestina, etc. Neste momento todas estas guerrilhas e partidos tenhem umha prática que é objetivamente revolucionária. Mas isto nom nos deve fazer esquecer que na Palestina há organizaçons como a FPLP que som particularmente revolucionárias. Tamém temos que diferenciar que no Líbano está Hezbollah, um partido islâmico que tem um caráter consequentemente democrático, por isto quer um estado libanês no que vivam todas as pessoas sem ser descriminadas pola sua religiom e sem que o estado poda obrigar às pessoas a seguir umhas determinadas normas religiosas. Esta é evidentemente a postura de Hezbollah, nom a postura de Hamas (que inclusive chegou a apoiar o salafismo de Al-Nusrah em Síria), nem é tampouco a postura de Irám. Que pretendemos dizer com isto? Primeiro que em Palestina há organizaçons revolucionárias por qualidades próprias. Segundo que no Líbano, frente aos repetidos intentos do sionismo para ocupar e colonizar o Líbano, surgiu neste país um movimento religioso mas consequentemente democrático, que merece a nossa admiraçom porque agora e no passado tem sido a coluna vertebral da luita de libertaçom nacional. Terceiro que em Palestina devido precisamente à sua situaçom colonial, há setores que sendo representantes da burguesia e da pequena burguesia, ademais tendo um caráter conservador, clerical e tendo um passado de relacionamento com setores ultra reacionários em Síria, estám tendo umha prática conjunturalmente revolucionária.

Ademais o povo do Iêmen tem demostrado dumha maneira admirável com grandes mobilizaçons e com as suas armas o seu apoio ao povo palestiniano. Tampouco esquecemos que em Iraque tamém há guerrilheiros apoiando a Palestina.

No caso de Irám que é o país árabe mais industrializado, o seu apoio ao povo palestiniano está condicionado tanto polos interesses da burguesia iraniana em formar parte do bloco imperialista da China e Rússia, como polo desinteresse da burguesia iraniana em nom entrar numha guerra que diante da debilidade do Estado Colonial Sionista levaria mui provavelmente ao ataque direto dos Estados Unidos contra Irám e a destruiçom de fábricas, de poços de petróleo, dos portos de exportaçom do petróleo, etc. O povo do Líbano e do Iêmen está disposto a fazer sacrifícios por apoiar a Palestina mas a burguesia do Irám, desejaria ajudar a Palestina sempre que sejam outros os sacrificados e martirizados.

Numha colônia o fator externo é tam importante que em certas ocasions fai desaparecer a diferença de classe entre as pessoas. Tomemos as pessoas que som refugiados em Gaza ou som prisioneiros políticos palestinianos,  nom é fácil apreciar a que classe social pertencem os refugiados e os prisioneiros, as suas condiçons de vida nom estám marcadas pola sua classe social senom polo feito de ser Palestinianos. Em estas condiçons coloniais a luita de libertaçom nacional acaba por fazer que organizaçons burguesas e clericais tenham umha prática conjunturalmente revolucionária.

Evidentemente quando a opressom nacional é sofrida por um povo industrializado do primeiro mundo (como é o caso da Galiza), o fator externo nom é importante porque aqui nom existem os colonos privilegiados e indígenas descriminados e, o que determina as nossas vidas é a dinâmica da burguesia galega com os seus aliados com interesses mundiais,  juntamente com a dinâmica da classe operária galega que serve aos interesses mundiais do proletariado.

Entre os interesses estratégicos do proletariado está eliminar o colonialismo, o escravismo, o feudalismo, o analfabetismo, o casamento forçado e em geral, todas umha série de práticas sociais que som extremamente reacionárias das sociedades divididas em classes. No caso de Palestina estamos assistindo a um genocídio colonial em vivo e em direto e o feito de que se tenham dado outros genocídios, nom rebaixa nada a sua gravidade.

É necessário apoiar a descolonizaçom da Palestina e a autodeterminaçom nacional do povo palestiniano. Neste contexto histórico autodeterminaçom nacional é poder decidir que tipo de estado querem criar na Palestina, nom se pode entender como reclamar um referendo para que as pessoas palestinianas escolham se querem formar parte como minoria indígena dumhas zonas do Estado de Israel ou, se querem que certo território forme parte dum Estado Palestiniano independente.

A maioria da populaçom com passaporte de Israel tem passaporte de outro estado e pode voltar a esse estado. Os obreiros israelenses que tenhem passaporte de outro estado deveriam marchar da Palestina ocupada. Os obreiros israelenses que nom tenhem passaporte de outro estado deveriam negar-se a participar no Exército Israelense por qualquer via possível. Na Palestina ocupada o obreiro palestiniano e os obreiros migrantes de África particularmente do Sudám formam o extrato social mais baixo que sempre, sempre, está descriminado. Se na Primeira Guerra Mundial o obreiro alemám era obrigado a ir à guerra e o obreiro russo er obrigado a ir a guerra da mesma maneira, o interesse objetivo dos dous era acabar com a guerra, era boicotear a guerra. Agora na Palestina o objetivo nom pode ser boicotear a guerra, o objetivo é a descolonizaçom, é parar o genocídio e que Palestina ganhe a guerra. A classe obreira judaica da Palestina ocupada deve ter como objetivo a descolonizaçom da Palestina, a destruiçom do Estado Colonial Sionista, porque a luita contra o colonialismo é umha luita necessária no combate às grandes potências. Umhas grandes potências que asseguram o poder mundial dos grandes capitais  no atual período histórico do modo de produçom capitalista, no imperialismo.

Depois da destruiçom do Estado Sionista os obreiros judeus realmente palestinianos (que nom cometeram crimes coloniais), seguro que teriam um lugar numha Palestina independente com um estado laico. Mas as revindicaçons dos judeus realmente palestinianos nom é um assunto prioritário quando estamos assistindo a um genocídio.

Ao contrário do que sucedia entre os obreiros alemans em 1914 agora na Palestina o principal é o fator externo, a colonizaçom. O obreiros judeus comunistas devem combater o colonialismo apoiando a luita de libertaçom nacional da Palestina, buscando a derrota do Estado Sionista mediante a derrota frente as unidades militares palestinianas e libanesas. Nom “boicotar a guerra”, nem “transformar a guerra interimperialista em guerra civil revolucionária” (como em 1914) senom, “boicotar o Exército Colonial Sionista” e “transformar a guerra colonial em descolonizaçom mediante a justa guerra de libertaçom nacional até a vitória”.

A atual guerra colonial sionista está chegando perto de 1000 militares sionistas assassinos de nenos, que já estám mortos. A história do Estado Sionista é umha história de constantes guerras, mas em toda história de Israel só em três guerras tivo mais de 1000 militares mortos. Tamém podemos ver como nom som capazes de acabar com a resistência em Jabalia no norte de Gaza, já nom falemos de toda Gaza e, ainda menos som capazes de permanecer no interior do território libanês fora de 2 ou 3 quilómetros da fronteira. Os sistemas de defensa antiaérea multicapa (Cúpula de Ferro, Onda de David, etc.), nom podem deter os ataques e o mito da tecnologia israelense e estadunidense caiu polo seu próprio peso quando Hezbollah destruiu 40 tanques, 2 drones Hermes 900 e 3 drones Hermes 450, quando soam as alarmes por toda Palestina ocupada vemos como um povo que luita pola sua libertaçom é imparável.

O genocídio de Gaza nom pode ser esquecido. Um crime tam grave contra humanidade como é o genocídio que se está a dar contra Palestina tenhem que ser julgados.

É necessário apoiar a luita de libertaçom nacional da Palestina, do Líbano e do Iêmen!

Pola descolonizaçom da Palestina!

Polo julgamento dos crimes sionistas no genocídio palestiniano!

Declaração de luto (Frente Popular de Libertação da Palestina).

Declaração de luto (Frente Popular de Libertação da Palestina). 🔴 A Frente Popular lamenta a morte do Líder da Revolução Irania...